sábado, 28 de fevereiro de 2009

Eco do silêncio




Saltam palavras do meu peito.
Querem sair por minha garganta, mas não conseguem...
Estão presas.

Mas elas escapam...

Saem pelos olhos, sombrancelhas, testa, pela maneira como mexo a cabeça e movimento minhas mãos.

O próprio silêncio entrega minhas palavras não ditas.
Inútil tentar esconder frases que brotam. Os períodos ecoam naturalmente e todos ouvem.
Elas já foram expressas mesmo sem nosso consentimento.

Explodem pelo mundo afora donas de si mesmas.

Não pedem permissão para saírem.
Não as dizemos, mas elas insistem em se manifestar.
E são manifestas.
Todos as entendem mesmo sem as pronunciarmos.

Palavras que dizem sem serem ditas...

Vão além...
As palavras do silêncio falam mais que qualquer outra.