quarta-feira, 27 de maio de 2009

A simplicidade da paixão


Tudo girar o teu beijo faz
Até tirar a Terra de órbita
E levar meu mundo ao infinito

Palavras não cabem

Gestos talvez
Lá dentro é indecifrável

Quero voar ao sentir
a profundidade do olhar
Pássaro passageiro

Não vá embora
Não faça meu mundo parar
Voando quero continuar

Passeando no infinito
Entendendo a satisfação
Da visita anfitriar

No último abraço
A angústia vem assolar
A esperança que se tem
do pássaro ao meu mundo voltar.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Eco do silêncio




Saltam palavras do meu peito.
Querem sair por minha garganta, mas não conseguem...
Estão presas.

Mas elas escapam...

Saem pelos olhos, sombrancelhas, testa, pela maneira como mexo a cabeça e movimento minhas mãos.

O próprio silêncio entrega minhas palavras não ditas.
Inútil tentar esconder frases que brotam. Os períodos ecoam naturalmente e todos ouvem.
Elas já foram expressas mesmo sem nosso consentimento.

Explodem pelo mundo afora donas de si mesmas.

Não pedem permissão para saírem.
Não as dizemos, mas elas insistem em se manifestar.
E são manifestas.
Todos as entendem mesmo sem as pronunciarmos.

Palavras que dizem sem serem ditas...

Vão além...
As palavras do silêncio falam mais que qualquer outra.